27.2.10

Se todos não gostassem de Spoilers ninguém lia resumo dos próximos capítulos de novela. Eu gosto. Se bem que o filme A Ilha do Medo com Leonardo DeCaprio entrega a história no trailler de divulgação. Como é que deixaram isso passar... nem sei. É verdade que spoiler estraga o suspense, mas ver o final é bem diferente de saber o final. No filme Remember-me eu li também o spoiler. E ainda não vi nenhum filme que realmente me tocasse sobre o ataque a Torres Gêmeas. Por mais que o assunto tenha sido chocante eu não me comovo. As vezes ver filmes baseados em fatos reais me deixam com uma sensação de impotencia, revolta ou insatisfação de alguma maneira. Seja pela história ou pelo filme. Guerra ao Terror tem um pouco dessa sensação, apesar de ser um grande filme, dá a impressão de cronologia, de diário de soldados. Não acho original, mas é um filme atual e até certo ponto político por uma guerra tão entalada na garganta quanto foi a Guerra do Vietnam.
Acho que existe uma confusão de avaliação sobre script e roteiro.Um bom roteiro, alinhavado seja ele linear ou não, sustenta um filme e eu particularmente gosto de textos longos com scripts interessantes (interessantes, porque aqueles papos-cabeça do Tarantino eu dispenso). Exemplo disso é o Amor está no Ar com o Clooney. O roteiro é redondo, os diálogos são bons e a história é de solidão. Uma solidão cosmopolita rodeada de personagens igualmente urbanos , mas ainda assim, solidão. Li, que o personagem morreria de cancer no final do filme, o que foi modificado. Não sei se um drama tão contemporaneo não caberia esse final coerente. Acho que sim, seria um filme assumidamente sobre a solidão com começo meio e fim. É um filme que engana, porque os personagens e os cenários são belissimos e não dá a impressão de drama. Isso que torna o filme diferente. O que não acontece com Preciosa, que é de matar de dor de tão dramático, mas é a história triste de uma mulher feia fisicamente, o que o torna um clichè.

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