5.8.08


Recebi e-mail avisando, caso eu não publicasse alguma coisa, o blog seria automáticamente fechado.
Não tive coragem de deixar o blog morrer. :/

Marcadores:

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7.11.07


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Temporal. Duas árvores com as raízes expostas e irrecuperáveis e 300 mangas no chão. É como se a Natureza tivesse que ser sacrificada duplamente em nome da água.
Três gatos e seis cachorros. Semana que vem o Buddy chega de Michigan. Finalmente um cão que só entende inglês.
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Eu reli o blog...hum, pra me situar. Muitos erros. Muitos.
Mas eu só escrevo num blog, puta merda, isso não pesa no meu curriculum.
Relaxa.
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Ator jovem adora interpretar Hamlet sonhando ser o Rei Lear na velhice.

Alguma coisa me diz que eu não devia ter voltado ao Blog. Minha crítica voraz anda espantando parceiros de cinema, filmes e exposições. A Galeria tem cristais falsos alegando que são da Bohemia, eu não sou besta em fingir que acredito. Prefiro um made in Tawian legítimo do que jogar os Euros no ralo.

Vi Tropa de Elite. Mas já encheu. Todo mundo fala "pede pra sair, pede pra sair..." mas eu prefiro a outra frase: "senta o dedo nessa porra". Wagner Moura é o que o Fagundes já foi, antes de virar camioneiro e guardar um ovo quente na boca.
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Uma coisa é certa: se gostar de Marilia Pera, Fagundes e outros "monstros sagrados", não vejam novelas. Vendo, a gente chega a conclusão de que, ser ator de novela brasileira é uma profissão única, e não significa ser ator amplo, irrestrito. Poucos conseguem isso em cinema ou teatro.
Gloria Pires em cinema e novela, nunca a vi em Teatro. Marco Nanini, cinema, teatro e Televisão. Tem mais, mas estou com preguiça. Novela é ruim. Gosto mesmo é de Glamour mentiroso e brilho falso das prostitutas nagnifícas.Fagundes estoura meus tímpanos, Marilia tomou cerveja quente e jogou uns 5 ou seis lexotans e foi gravar. Beth Faria, sonha que é a gostosa bye bye Brasil. Suzana Viera, pulo, Wilker, Renata Sorrah... chega.Novela sem tesão. Lazaro e Debora, o casal não convenceu no chamego. Roteiro não amarra, não tem liga. E a mídia - sei - criando clima pra mostrar Flávia Alessandra semi nua, dançando num queijo. Se isso for novidade e suspense, Elvis não morreu, mora em Saquarema e transa com o Serguei. Marjorie Estiano e Xuxu, com Ch ou X tem mais gosto.
Mudando de novela, eu tenho medo da Fernanda Vasconcelos com os 314 dentes e olho arregalado me olhando. Se tem coisa que sobra no Projac é Botox e dente. Acho que entram na portaria e recebem um carga de botox nos beiços e uma ducha de clareamento dentário. Quando dá tempo jogam os dentes e quem for mais esperto pega mais. Como fez o Stenio Garcia, correu e pegou toda a cota do dia.
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18.10.07

Araguaia
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Em que lugar na minha biografia estava esse pudor que eu não conhecia?
Quando elas entram pela sala eu me espanto como o antes foi possivel sem esses abraços. Mas o antes se perde porque constato que nunca existiu, e que tudo se apaga nessas palmas que me alisam e nessas histórias que não vivo, mas eu sei que são vividas.
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3.10.07

Luluca, você desperdiçou o seu talento...jogando bola, enquanto podia discutir Fellini ou Bergman, engordando num bar com batatas fritas e sem música. Luluca, você aprendeu Handbol, até sabe contar pontos do Tênis, entender as regras do Basquete...mas no fundo sempre soube que seu negócio era Tolstoi. Nadar 100 metros, saltar obstáculos...isso você sabe, mas de Lacan e Sarte, escondido.
Luluca, atleta com Engels na cabeça não faz gol.
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Você já teve a impressão que conseguiu tudo que queria, mas já não tem ninguém mais para compartilhar o sucesso? Ou então, percebeu que se não o conseguiu antes foi por ter alguém e não podia dedicar todo o tempo disponível nessa busca?
Não...não liguem. Isso é divagação de uma senhora medíocre, nada criativa, que buscou um clichè para justificar um relativo balanço da vida. Mas tudo é tão óbvio que, antes de ser lugar comum de uma escrita pobre, é terrivelmente verdadeiro.
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Silêncio.
É preciso andar devagar, sem ruído, rente aos muros, ouvindo só as heras e os vagalumes. Mas sem curvas no corpo, ereta como atleta e olhos de leoa.
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Minha conta bancária nunca esteve tão bem, mas as vitrines nunca foram tão inúteis. A saúde nunca foi tão boa, mas os consultórios ainda me mandam cartões. A fé nunca foi tão pouca, mas os anjos aparecem nas esquinas sem que eu os chame.
Reencontro Nina, bonita, avó, cabelos vermelhos, sorriso farto e me ama:
- Se fossemos lésbicas, pedia você em casamento, e seríamos o casal mais perfeito que já existiu. Eu te amo tanto, que minha única frustração é não ser bisexual, porque um casamento não sobreviveria sem sexo.
E completa: - Acho que sempre namorei você.
Nada me faria mais grata, nesses dias quentes, melados de suores suspeitos entre a Menopausa e o Clima seco.
Alguns sentimentos ultrapassam.
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Algumas coisas não cabem num blog.
É preciso esperar que elas encolham, ou que explodam, para que se possa sobreviver ignorando o que foi reduzido, ou desviar dos estilhaços.
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31.5.07

Felicity Huffman

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Acho que essa CPI é de um ridículo sem fim. CPI virou uma coisa tão desareditada que virou piada. A execração pública sobre o Renan ter uma filha fora do casamento parece dar mais prazer na investigação do que provar se ele roubou ou não. Se descobrissem que ele era traído pela esposa e que ela pagava alguém seria menos grave? Seria né, porque corno e ladrão ninguém merece. Pensando bem, merece!
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Meninos eu me embolo toda com comentários, você me entendem e me aceitam assim mesmo? Beijos. Milhões.

Bertollucci - O Último Imperador

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Plano B é uma bosta, porque já entra com o fracasso do Plano A. Melhor encarar como o tempo de vida: a gente é criança e vira adulto até morrer, caso não morra jovem. Nascer é o Plano A, morrer é o plano Z e não complica.
Novela. Malu mader não convence como mulher fatal que desperta aquela paixão doentia no Thiago LAcerda. Malu Mader envelheceu, meu bem, não que esteja feia, mas está longe da paixão arrebatadora que havia na Força de um Desejo.
Olavo pálido (juro que acho que êle empalidece) de paixão pela Bebel é o melhor da novela. Tony Ramos de vilão, meio dúbio está ótimo. Se alguém não viu Se Eu Fosse Você, com ele e a Gloria Pires, melhor aproveitar a chance no Telecine. Apesar do lugar comum manjadíssimo no cinema, da troca de personalidades, é de rir muito! No mais a novela dá prá levar, acho que tem vilão demais e eles são ( pelo menos em novelas do Gilberto Braga) muito mais interessantes.
Semana de feriado prolongado e a casa cheia. Aniversários de junho são os melhores da família. o Clima ligeiramente frio gera macarronadas incríveis com vinhos, que nem gosto de lembrar. Tenho um parente Nascido em 4 de Julho.
Se alguém viu o Miss Universo e a-d-o-r-o-u o tombo da Mis EUA toca aqui. Apesar de sentir pena e só de me imaginar caindo daquele jeito, tenho pesadelos. Tenho horror a vexames públicos. Mas pensando bem, vexame sem platéia nem é. Os meus geralmente são com grande público com direito e risadas incontroláveis. A última foi no hotel. Estava eu toda faceira, acertando as contas, quando tive que voltar ao quarto para buscar a necessàire. Fui. Entrei no banheiro e como a ducha era tentadora, resolvi tomar banho...taram...eis que entra pelo banheiro adentro o rapaz da revisão e eu lá na chuverada rápida. Ele pediu desculpas. ok. Nem liguei muito, afinal eu jamais voltaria a ver o mocinho. Quando desci, quem estava lá? Sim ele mesmo, me pedindo desculpas, quando o superior dele pergunta porquê! Caralhos, e não é que ele explica? Agora adivinhem quantas pessoas havia no saguão desse maldito Hotel! Por trá dos meu raiban eu fulminei o mocinho, e nem respondi. Se eu tivesse levado na esportiva teria sido menos constrangedor. Mas não deu. Espero com todas as forças do meu ser decadente não voltar jamais por lá.
Um casal de gatos invadiu meu telhado. Os posseiros, João Rainha e Deolinda, tiveram dois filhotes, um caiu e machucou a boca, ficou lábio leporino, é o Joaquin Phoenix. O outro, loiro lindo e sexy é o Brad Pitt. Joaquin é franzino e menor, adora ração de cachorro e reclama quando não tem água. Bichos mandam em mim, descaradamente. O mais grave é que se a paixão fosse só minha já estava de bom tamanho, mas todos da casa amam esses invasores. Virou festa. Vou alí comprar ração e vermífugo. É a vida! Normal, sem Plano B, que eu ainda não morri.
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29.5.07

A dona desse blog manda avisar que está executando o seu Plano B de vida. Manda avisar também que o tal Plano B está longe de ser o charme que imaginava. Ponto.
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10.5.07

Eu senti tanta falta desse frio! Eu sou tão melhor com frio! Agora que meu ex voltou do Polo Norte eu quero morar lá. Antes não, só Oslo ou Quebec me bastavam.
-Mamãe, ainda bem que só eu sei o quanto você nos expõe! As metáforas vão livra-la de uma crítica mais voraz ou de uma punição judicial.
(filhos são tão cruéis!)
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Meninas, a memória de vocês lembrando o meu aniversário foi assustadora, mas doce!
Beijos, beijos, beijos.
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- Ellinha seu blog está virando uma espécie de lamento senil...
- Lamento senil é um bom título, posso roubar?

Eu tenho uma predileção por pessoas com humor negro. Daquelas que riem pouco, que são espirituosas e inteligentes. Gosto desses blasés antipáticos, sofisticados, mas que são infinitamente generosos. Como A., é assim passamos horas secando as cervejas Itaipava. Juju troca os CDs, e comenta como adora Madredeus desde a primeira vez que ouviu. Duas da manhã, e bato asas pegando a Marginal com uma saudade de cão dos livros que trocamos, daqueles que encapávamos com plástico transparente. A vida de repente parece boa no caos do trânsito enquanto espero chegar à Alameda e abraçar muito até que eu não sofra mais por medo de perder.

Eu tenho vontade de sair da estrada e pegar outra. Trocar de nome, ter outra história, escrever um livro, ou um poema pobre sobre a vida que eu deixei na outra rua escondido no pseudônimo de uma nova tentativa. Mas é impossível, ainda que eu mude de rumo, os antigos permanecem como referências e por mais que eu pinte as tranças, elas já foram castanhas um dia. A memória é como o DNA da qual não tem como fugir através de outros caminhos. Nem os becos deletam as ruas que não tinham fim.

Quem tem pudores não faz blog. Quem tem pudores escreve um livro, mas não publica. Esconde a crônica não por modéstia, mas por medo. A exposição nos submete a uma avaliação que nos fazem nus e sem surpresas. Eu não suportaria passar por alguém e saber que apesar de não conhecê-lo sabe a possível reação que eu possa ter. Expor-se é dar vantagem ao outro que nos avalia com mais conhecimento. A partir de uma frase publicada é possível que nos apontem como suspeito ou como herói.
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7.5.07

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Você está ciente que se tornar dependente de algo você terá que abdicar na velhice não está? Portanto não ame, porque o amor acaba; não se entusiasme com a profissão, ela o aposenta. A velhice é voltar ao começo quando você não era nada, mas podia tudo. A diferença é óbvia. Em tudo, inclua um vício. Pode ser um simples cigarro, pois até isso a idade vai lhe tirar, sabidão! Se vai conseguir não sei, mas que vão tentar, vão. Vão proibir álcool, orgias, sexo selvagem nem pensar, periga morrer na selva. Corra, corra muito...e não durma, pois quando envelhecer você terá que apenas caminhar lentamente e dormir o quanto o seu corpo já não precisa mais.

Quem tem pudores não faz um blog, baby.
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1.5.07

E eu que achava que 23 era exagero, ainda não tinha visto a listinha do Nemo:

1. American Photo,
2. Best Life,
3. Blender,
4. Entertainment Weekly,
5. Esquire,
6. Fangoria,
7. Fast Company,
8. Harper's,
9. Health,
10. Inc,
11. Interview,
12. Maxim,
13. Money,
14. Mother Jones,
15. National Geographic,
16. National Geographic Adventure,
17. National Geographic Traveler,
18. New Yorker,
19. Newsweek,
20. PC Gamer,
21. PC Magazine,
22. Popular Photography & Imaging,
23. Reader's Digest,
24. Rolling Stone,
25. Sci-Fi,
26. Scientific American,
27. Smithsonian Magazine,
28. Sports Illustrated,
29. Starlog,
30. Time,
31. Utne Reader,
32. Wired e Wizard
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29.4.07

Eu não sei se sinto medo ou inveja de alguém que assina 23 revistas e 3 Jornais.
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Maricota tem uma letra miudinha e envia cartões postais do mundo. Eu nem preciso entender o que ela escreve, porque o que me encanta mesmo é o gesto. Algumas coisas permanecem tão delicadas que, se antes eram caras, hoje não têm preço.
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Medindo para reformas. Banheiro que dava para uma família morar e ouço uma das empregadas ( porque é inacreditável que eu ainda encontre alguém que tenha mais de uma)
- Ela não quer mais a banheira de hidro, porquê perdeu o pivô aí dentro.
Silêncio. Pivô de um crime perdido na banheira? Pivô de uma separação, perdido na banheira e nunca mais foi encontrado? Pivô!!! Dente! A pessoa perdeu o pivô tomando banho com sais de Paris! Eu continuo sem entender o valor das coisas.
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Por quê ex tem mania de querer ser amigo? Aí quando bate aquela vontade louca de mandar um tijolo no meio na testa do ex-que-quer-ser-amigo, dizem que isso é rancor, que não sabe ou não aprendeu a lidar com as rejeições. E bla. Por mim quero mais que ex mude para o Pólo Norte, que não tenha Internet nem telefone. Depois dessa ruptura, o melhor é mudar de casa, de prédio, de bairro, cidade ou país. Então, por isso foi muito bom encontrar um ex, anos luz depois, quando ele já tinha sotaque de gringo de tanto Pólo Norte nas costas, já quase avô e saber que ele foi feliz e eu nem fiquei sabendo. Ex que faz isso é gênio, os outros são todos filhos da puta.
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24.4.07

"A juventude me faz falta nos sonhos limitados que a maturidade me deu. Mesmo que eu ainda deseje o salto com a intensidade de antes, o fôlego que atropela revela minha incapacidade. Era bom abrir os braços e gritar: que venga el toro. Ficar no gol esperando a bola e abraçá-la rolando num gozo público pelo gramado. Quem nunca montou num cavalo bravo e correu com medo e prazer não sabe o que é saudade. Essa lembrança que permeia minhas verdades, com nostalgia pelas incertezas. Saudade da angústia, da respiração suspensa no cinema, com os beijos que eu daria, com a dança que eu faria. Saudade do meu desejo tão confuso quanto intenso e da minha dor inexplicável. Uma falta da pressa do livro que eu ainda não conhecia, da avidez mastigando as palavras, esmiuçando a frase. Do meu riso e do meu desencanto que havia por trás das portas. Sobretudo, saudade da esperança."

a outra, no túnel sem luz com o carro sem farol.
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Altos papos musicais.

- Admitir que gosta do Latino não é fácil!
- Pense pelo lado bom, e eu que não resisto à Banda Calypso, com a Joelma e o Ximbinha?Vejo e não consigo mudar de Canal, é a minha decadência.
- Pense pelo lado bom, se você gostasse da Tati quebra Barraco, além de decadente podia ser chamado de “politicamente correto”. Quer castigo maior?
- Mas também não ouço Ivete Sangalo nem pagando.
-Mentira. Pagando, qualquer um escuta até Banda Calypso, seguido de Xande o marido da Tchan.
- Mas a Gretchen, o Sidney Magal, o Valdik Soriano. Lembra de uma outra Joelma?
- Viraram ícones. Com a moda de todo brega virar Cult, revela que o gosto musical do brasileiro nunca passa de um Tiririca.
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Poema começado do fim

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.
Jonathan falando: parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse voce é estupido ele diria sou mesmo.
Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres, e o sol da tarde, imaginai o que era o sol da tarde sobre a nossa fragilidade.
Vinha com Jonathan pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.
Adélia Prado.
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23.4.07

Lenira e a terapia.
Ela tinha cinco irmãos. O mais velho estudava no mesmo colégio, era o primeiro da classe, os cadernos cheios de estrelinhas de bom comportamento, lições sempre limpas em folhas sem “orelhas de burro”. Medalhas de higiene e de bom comportamento eram coladas no peito do menino, e ele parecia uma porta de geladeira.
Mais tarde, como a menina era muito tímida e introvertida, o pai levou-a ao psicólogo. E ele, mas prolixo do que bula de remédio, concluiu que ela tinha o complexo de castração em relação ao irmão e explicando, como um professor, descarregou o Freud básico.
Mas ela argumentou, com 13 anos:
- Seu Leopoldo, com essas qualidades todas do meu irmão, o senhor acha que eu tinha que ter inveja só do pênis dele? Se ele fosse menina eu teria inveja do mesmo jeito. Não complica.
Ficou esperando resposta e como não veio, nunca mais voltou ao consultório.
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21.4.07

Momento ternura sinistra.

- ô tia se a gente desejar que o amigo caia da bicicleta depois que passou bem em cima do pé da gente, é feio?
- é sim meu bem, não pode desejar mal ao amigo.
- então me fudi.

Tia Lilica estava perto, riu muito mas até hoje não se conforma.
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Chico Buarque não gosta e não usa celular.Essa pequena semelhança com ele revela o quanto eu preciso de pouco para ser feliz.
up
Agora eu já tenho uma boa resposta:
- O Chico Buarque e eu não gostamos de celular! Rá!
Uma amiga respondeu quando perguntaram a idade:
- A Sonia Braga, a Vera Fisher, a Bruna Lombardi e eu temos mais de 50! rárrá!
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20.4.07

K.D.

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*Vi na revista que a morena do tchan, Scheila Carvalho se casou fantasiada...de bailarina de tchan! Evidente que ela nem poderia ter se casado de outra forma, mas entrar carregada numa espécie de bandeija por quatro homens... também não precisava exagerar. E eu achando que já vi de um tudo nesse mundinho...tsk!
*É natural que se procure uma justificativa para os crimes, na tentativa de evitá-los. Acontece que a criatividade dos crimes é maior do que a pesquisa. Voando um pouco mais abaixo, (mas que trocadilho infame!) como se resolveria a crise aérea? Não seria mais simples ter mais profissionais e menos horas de trabalho?
Não sei como as pessoas que viajam a trabalho ( os que não têm jatinho, né benhê) estão sobrevivendo. As estradas estão impossíveis, e os vôos idem. E eu estou falando da minha expriência que é uma merreca perto de outros.
*Como é que um rato, sim um rato, vocês leram direito, entra num apartamento no sexto andar? Não, não é o meu, mas eu espero que NÃO SEJA LIXO ACUMULADO, né? Sim é com você mesmo que estou falando. Ok, pode ser a lixeira antiga dos prédios velhos, aquela invenção que não deu certo, então, pronto. Parei. Te amo.
*300. Seguinte, eu queria muito, muito mesmo ter gostado do filme. Mesmo sabendo que o Rodrigo Santoro estava muito drag queen. Eu queria gostar porque o Rodrigo, é o Santoro e vocês sabem, portanto não vou ficar aqui pagando mico de tiete, porque na minha idade nem fica bem (não sei de onde tiraram essa coisa de “não ficar bem” mas enfim). Acontece que nem mesmo aqueles homens perfeitos, escolhidos a dedo (ui) com um Santoro aumentado ...não deu. O filme é ruim. Acho que não curto filme baseado em quadrinhos.Ponto.
*Maria Antonieta é bonitinho. A gente sente o olhar jovem da Sofia Coppola no filme, como se Maria Antonieta fosse perdoada pelos 17 anos, irresponsável e leviana. Porquê, convenhamos com essa idade e com tudo aquilo ao alcance e em Paris! Era querer muito.
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Recebi por e-mail e sei que a maioria também já leu. Mas eu também achei fantástica:


REDAÇÃO FANTÁSTICA

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife), que venceuum concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira deGramática Portuguesa. Redação:

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições
da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto,
com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos,num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriuuma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício.
Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuçõese exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva".
*

19.4.07


*
O atirador enlouquecido não sai da minha cabeça.
Em todos os canais, jornais e na boca do povo, eu só leio e ouço sobre isso. Explicação não há. Ponto. Minha avó dizia, com a voz rouca e com os olhos cinzas que o homem é mau por natureza, e que passa a vida toda lutando para ser bom. Ser mau é tão fácil! Quando conheço alguém bom, torço para que continue lutando até à morte e que consiga chegar assim até o fim.
Vovó tinha razão, é uma luta constante contra a própria índole.

Madrugada. Paro na RedeTV. O Canal é o rei do trash, não tem pra mais ninguém, ganha disparado. Um programa que é um Jogo com o telespectador, ao vivo. Uma cartela para achar palavras e ganhar uma bolada. Os apresentadores falam desesperadamente, lembra o Ratinho quando não era o Ratinho ainda. É um tormento! Aposto cinco contos que a idéia vai estourar e ser disputada a tapa com o SBT.

Mas se alguém acha que Luciana Gimenez também não tem seus momentos de glória, ela hoje chegou ao topo. Ronaldo Asper criticava uma celebridade que usava uma camiseta com caveira estampada e a Luciana cortou..."Ronaldo melhor parar porque de caveira pra cemitério é um pulo”. Isso não é uma maravilha? Qua qua qua!

Mas mico mesmo continua sendo as gravatas do Rabino. Depois da manchete “Rabino Preso”, o manifesto dos amigos com o “Todos somos humanos” (como se bicho roubasse, beibe), os médicos alegando surto e efeito colateral (surto em 3 lojas diferentes?) e por pouco não prendem o Prozac. Se a moda pega...Bom, como se não bastasse leio que o Rabino pode perder o Rabinato....(não quero rir...tô segurando) e na rua os camelôs gritavam: “Vossa senhoria, não precisa roubar pra ficar elegante, compre imitação de luiz vitão , 3 por dez”. No que eu olho na mão do camelô, uma gravata rosa metálico, com uma tarja preta. Pronto, desabei. Eu tenho mesmo que viver lutando para ser boa e não rir da desgraça alheia. Mas como? Se a tentação é grande?
Mas diante da tragédia dos assassinados tenho que rezar agradecendo ao Rabino, às gravatas e ao Prozac. Eles me fizeram rir.
*

13.4.07

foto: Mario Testino

*
Quando um marido trai, com que direito a mulher chama a outra de vagabunda? De onde foi que tiraram esse clichê de novela? A outra é sua amiga? Não né! Então porque ficar com esse odiozinho e minimizar a culpa do marido? Esse mesmo, que além de marido é seu amigo e que você conhece há anos.
Escrevo isso pensando no que vivi. Eu não tive raiva dela, nem tenho até hoje, mas dele, ficou uma mágoa enorme de traição. Ela não era nada, mas ele era uma grande parte da minha vida, portanto sem essa de achar que a vagabunda era ela.
E ele mentia. Quando a mentira parou de doer já não fazia diferença se ele falasse a verdade. Era como se qualquer coisa que eu ouvisse não mudasse nada em minha vida. Ele deixou de ter importância e foi aí que eu compreendi o quanto essa não importância – não planejada - podia ser cruel. Enquanto para mim significava alívio, ausência, para ele se tornou um peso quando percebeu que não precisava sequer me pedir desculpas, como fez.
Não tinha mais importância.
*

*
Então foi assim, B. e eu na fila e eu pergunto para o mocinha que distribuía a senha:
- Nós precisamos de duas senhas para entrar?Ela é só acompanhante...
E a mocinha.
- Duas, mas só a partir das treze horas que estarei dando.
B. me olha, segurando o riso, mas já era tarde, comecei a rir sem parar. Foi mais forte do que eu. Por mais que eu tentasse. Segurava o balcão, morta de vergonha, sem conseguir articular uma só palavra, fazia sinal para a mocinha e a crise de riso não passava. Todos olhando, alguns ameaçavam um riso, porque isso contagia, vocês sabem, enquanto B., com olhos lacrimejantes repetia, - não é nada, não é nada, é coisa nossa! Eu ria, e a mocinha – graças a deus - sem entender nada, repetia:
- Senhora, por favor só a tarde eu estarei dando a senha.

Não tem graça para vocês, eu sei. Mas eu que já tive uma crise de riso até em velório, sei o que é sofrer depois.
Eu estou me perguntado com que cara eu volto lá amanhã à tarde quando a mocinha estará dando...
Ahahahahahaha!
Ta, eu sei, eu sou besta!
*

9.4.07

Quando ele me olha e finjo que não vejo, pareço a esfinge que sempre quis ser e nunca fui. Ele me devora sem piedade, perscrutando os buracos, subindo os montes como se eu fosse terra com erupções que seu cataclisma provoca. Se ele me permitisse admirar sua tez suave... mas ele devora os líquidos com sede, e degusta o que sua mão antes, tateava. Ele não diz que pensa em mim, nem que me ama acima das coisas, mas seu corpo franco não mente quando silencia depois das fadigas.Meu amado tem voz dos trigais e murmura na noite, a música que acalanta meu dia. Só posso dizer que meu amor ultrapassa a medida das camas e transborda no olhar que ora transmito. A ele permito as coisas proibidas, e despida dos rancores, acredito de novo na reinvenção dos amores.

e.

*

7.4.07


*
Ontem comecei a ver Terapia do Amor com Uma Thuman e Meryl Strep, sem muito entusiasmo. Comédia romântica cheia de clichês, mas dei risadas em muitas cenas; a Bubi, bisavó batendo na cabeça com um frigideira; os dois chegando na casa que ele dizia morar com amigos e ela descobre que era com os avós, e Meryl e Uma quando ela diz que falava do pênis dele, para a mãe sem saber! E ela responde, “foi pior para mim, eu nem pensava que ele tinha pênis”. Mãe judia, claro. Filme leve e gostoso de ver.

De tanto me envolver com filmes e livros, acabo sonhando. Mesmo que nos sonhos eu tenha vida própria (hum) aparecem do nada um Timoty Leary, ou um Richard Gere. Isso é o que eu chamo de participação de luxo num sonho de plebéia. Sonho, tendo coadjuvantes espalhados pelas ruas onde vivo, ou que simplesmente me espiam por janelas que existem. Nada mal, um rosto do Clint Eastwood na chuva, na esquina daqui de casa.ô.

Viajei. Qualquer dia conto para onde. Fugi do calor e vesti meus casacos com naftalinas e meias de lã. Diferente do país tropical, eu sou mais feliz na neve e com bolsas de água quente para dormir. È como gostar a noite, não há sol que me fascine! As praias, no verão, só me encantam em postais. Prefiro as areias frias, e o mar, gelado. Quando leio que uma pessoa é ensolarada, como sinônimo de alegria ou felicidade, não vejo senão um rosto risonho, com dentes destacados e olhos miúdos de sol. Mas nos outonos, vejo pessoas com olhos claros, sorrisos confortáveis e a serenidade dos que não falam com pressa. Pessoas outonais, invernais, são menos céleres, e degustam os dias sem a fome dos verões.
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5.4.07

Um amigo estava no hotel e fui visitá-lo com a intenção de um convite para hospedar em minha casa...
O quarto do hotel tem uma cama king zise, com aqueles colchões que a gente pode dar salto mortal de cá, que nego do outro lado nem tchuns, um ar condicionado que jurei que estava em Aspen e serviço de quarto com cervejas estupidamente geladas. Disse a ele que em nome da nossa amizade e de todo amor que tenho prá dar, não o convidaria para meu quarto de hóspedes, com uma cama de solteiro, um ventilador de teto e um calor de rachar mamona.
Ainda bem que êle entendeu a extensão do meu amor.

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A que ponto a pessoa chega...
Domingo.Telefone toca.
- É pra você, atende?
- Não posso, agora to vendo BBB.
- Ele diz que liga na terça...
- Também não, é a final do BBB!
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Depois é a gente tem que ser politicamente correto e não rir de uma manchete assim:
- Rabino prêso.

E um famoso aí, que esqueci nome, declarar que:
- Somos todos humanos.

Ele se referia a que espécie?
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Oi xenti, fui alí, por isso sumi.
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26.3.07

A vida sem carboidratos é uma vida triste.
O mais grave no calor insuportável é que chove e continua quente! Domingo. Vertigo na tv. Há quanto tempo vi aquele filme no cinema? Tempo. Filme do De Niro, com Angelina Jolie e Matt Damon - O Bom Pastor. Parece filmão de Oscar. Sem assunto. Ou tem, mas preguiça, marasmo, cansaço.
Volto outro dia.
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23.3.07

Eu acho aquele argentino do BBB humilde. Eu jamais, em toda a minha vida imaginei achar isso de um argentino.
Se eu pudesse voltar o tempo...eu não fumaria meu primeiro cigarro, porquê eu odeio fumar! Mas eu não sou original, acho que todo viciado pensa assim. Além disso, todos os males do mundo recaem sobre o cigarro e a culpa fica maior.
Quando olhaste bem nos olhos meus e o teu olhar era de adeus...
Juro que não acreditei, eu te estranhei e me debrucei sobre teu corpo e duvidei.
E me arrastei, e te arranhei e me agarrei nos teus cabelos, no teu pelo, teu pijama, nos teus pés ao pé da cama, sem carinho e sem coberta, num tapete atrás da porta, reclamei baixinho...
Não existe música mais triste do que essa! Ela é o retrato da rejeição!
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22.3.07

Eu ia escrever que não tô boa não, mas...melhor deixar prá lá.
Eu não tenho irmãs. Tenho irmãos, uma penca de homens nem um pouco machista, talvez por isso eu tenha esse senso de igualdade, naturalmente. Hoje o mais velho chegou de viagem, e passou antes pelo supermercado, comprou frutos do mar, macarrão e vinho e fêz um jantar de deus. Reuniu todos. Depois, deixou a cozinha tinindo, enquanto os outros lavavam a louça. Eles enxugam as taças com papel-toalha, eu eu acho isso além de elegante a coisa mais bonita que existe. Sim, eu sou apaixonada por todos eles. Minha mãe costuma chamar esses encontros de Reuniões da Máfia, porque os assuntos são sérios e nunca brigamos. Nunca entendi essa comparação. As mulheres e ex-mulheres dos ditos cujos nunca entenderam essas reuniões e geralmente fazem bico, pois acham que tudo é "confabulação". Nunca foi e jamais será.
Até agora não entendi porque fiz esse post. Alguns dias a gente podia deixar em branco.
Oi gente nova nos comentários :)
Beijos e...ah, só para constar, Eu gosto daqui, mas sofro de banzo eterno por São Paulo e pela Ilha Bela.
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Machismo.
Se eu fosse casado(a) com uma mulher que tivesse um motorista com o nome de Sérgio Otávio e pedisse infusão de tília, ao invés de chá, eu também trataria de arrumar umas três amantes com cara de Maria Fernanda Cândido.
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Foto de Zena Holloway

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Eu tive a mais doce, mais encantadora, mais mágica conversa sobre sentimentos e sentimentalidades que alguém pode ter com outra pessoa. E ela só tem 6 anos... :o)Melhor momento:
-Ele gosta de você?
-Eu acho que ele me ama
-Porque você acha isso?
-Ah, ele chuta minha mochila
-HAHAHAAHHAHA

Lu
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21.3.07

Eu tenho pena do elenco inteiro de Pé na Jaca. Por pior que seja, ninguém merece passar por um ridículo desses.

Eu não acho Maitê Proença uma grande atriz, mas acho que ela tem uma qualidade: é uma mulher sem mágoa. Com sua história de vida, poderia usar isso e se comportar como coitadinha. O Pai matou a mãe num crime passional, ela foi para um internato com o irmão e anos mais tarde o pai se matou. Não é um histórico fácil. Outro dia no Saia Justa, falavam sobre a continuidade da mãe que todas nós mantemos... Ela disse que de certa forma, vivendo muito bem a vida ela estava prestando uma homenagem à mãe que foi uma mulher a frente do seu tempo. Ela não tem uma palavra sequer de dor, ou raiva sobre os acontecimentos. E foi amiga do pai até o fim, mesmo com motivos para não ser. Ela não julga, e isso é muito raro!
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