Marcadores: Amizade é coisa séria.
5.8.08
7.11.07
Mas eu só escrevo num blog, puta merda, isso não pesa no meu curriculum.
Relaxa.
Alguma coisa me diz que eu não devia ter voltado ao Blog. Minha crítica voraz anda espantando parceiros de cinema, filmes e exposições. A Galeria tem cristais falsos alegando que são da Bohemia, eu não sou besta em fingir que acredito. Prefiro um made in Tawian legítimo do que jogar os Euros no ralo.
Vi Tropa de Elite. Mas já encheu. Todo mundo fala "pede pra sair, pede pra sair..." mas eu prefiro a outra frase: "senta o dedo nessa porra". Wagner Moura é o que o Fagundes já foi, antes de virar camioneiro e guardar um ovo quente na boca.
18.10.07
3.10.07
É preciso andar devagar, sem ruído, rente aos muros, ouvindo só as heras e os vagalumes. Mas sem curvas no corpo, ereta como atleta e olhos de leoa.
É preciso esperar que elas encolham, ou que explodam, para que se possa sobreviver ignorando o que foi reduzido, ou desviar dos estilhaços.
31.5.07

Bertollucci - O Último Imperador
29.5.07
10.5.07
- Lamento senil é um bom título, posso roubar?
Eu tenho uma predileção por pessoas com humor negro. Daquelas que riem pouco, que são espirituosas e inteligentes. Gosto desses blasés antipáticos, sofisticados, mas que são infinitamente generosos. Como A., é assim passamos horas secando as cervejas Itaipava. Juju troca os CDs, e comenta como adora Madredeus desde a primeira vez que ouviu. Duas da manhã, e bato asas pegando a Marginal com uma saudade de cão dos livros que trocamos, daqueles que encapávamos com plástico transparente. A vida de repente parece boa no caos do trânsito enquanto espero chegar à Alameda e abraçar muito até que eu não sofra mais por medo de perder.
Eu tenho vontade de sair da estrada e pegar outra. Trocar de nome, ter outra história, escrever um livro, ou um poema pobre sobre a vida que eu deixei na outra rua escondido no pseudônimo de uma nova tentativa. Mas é impossível, ainda que eu mude de rumo, os antigos permanecem como referências e por mais que eu pinte as tranças, elas já foram castanhas um dia. A memória é como o DNA da qual não tem como fugir através de outros caminhos. Nem os becos deletam as ruas que não tinham fim.
Quem tem pudores não faz blog. Quem tem pudores escreve um livro, mas não publica. Esconde a crônica não por modéstia, mas por medo. A exposição nos submete a uma avaliação que nos fazem nus e sem surpresas. Eu não suportaria passar por alguém e saber que apesar de não conhecê-lo sabe a possível reação que eu possa ter. Expor-se é dar vantagem ao outro que nos avalia com mais conhecimento. A partir de uma frase publicada é possível que nos apontem como suspeito ou como herói.
7.5.07
Quem tem pudores não faz um blog, baby.
1.5.07
1. American Photo,
2. Best Life,
3. Blender,
4. Entertainment Weekly,
5. Esquire,
6. Fangoria,
7. Fast Company,
8. Harper's,
9. Health,
10. Inc,
11. Interview,
12. Maxim,
13. Money,
14. Mother Jones,
15. National Geographic,
16. National Geographic Adventure,
17. National Geographic Traveler,
18. New Yorker,
19. Newsweek,
20. PC Gamer,
21. PC Magazine,
22. Popular Photography & Imaging,
23. Reader's Digest,
24. Rolling Stone,
25. Sci-Fi,
26. Scientific American,
27. Smithsonian Magazine,
28. Sports Illustrated,
29. Starlog,
30. Time,
31. Utne Reader,
32. Wired e Wizard
29.4.07
24.4.07
- Admitir que gosta do Latino não é fácil!
- Pense pelo lado bom, e eu que não resisto à Banda Calypso, com a Joelma e o Ximbinha?Vejo e não consigo mudar de Canal, é a minha decadência.
- Pense pelo lado bom, se você gostasse da Tati quebra Barraco, além de decadente podia ser chamado de “politicamente correto”. Quer castigo maior?
- Mas também não ouço Ivete Sangalo nem pagando.
-Mentira. Pagando, qualquer um escuta até Banda Calypso, seguido de Xande o marido da Tchan.
- Mas a Gretchen, o Sidney Magal, o Valdik Soriano. Lembra de uma outra Joelma?
- Viraram ícones. Com a moda de todo brega virar Cult, revela que o gosto musical do brasileiro nunca passa de um Tiririca.
Um corpo quer outro corpo.
23.4.07
Mais tarde, como a menina era muito tímida e introvertida, o pai levou-a ao psicólogo. E ele, mas prolixo do que bula de remédio, concluiu que ela tinha o complexo de castração em relação ao irmão e explicando, como um professor, descarregou o Freud básico.
Mas ela argumentou, com 13 anos:
- Seu Leopoldo, com essas qualidades todas do meu irmão, o senhor acha que eu tinha que ter inveja só do pênis dele? Se ele fosse menina eu teria inveja do mesmo jeito. Não complica.
Ficou esperando resposta e como não veio, nunca mais voltou ao consultório.
21.4.07
- ô tia se a gente desejar que o amigo caia da bicicleta depois que passou bem em cima do pé da gente, é feio?
- é sim meu bem, não pode desejar mal ao amigo.
- então me fudi.
Tia Lilica estava perto, riu muito mas até hoje não se conforma.
20.4.07
REDAÇÃO FANTÁSTICA
Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife), que venceuum concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira deGramática Portuguesa. Redação:
da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos,num lugar sem ninguém ver e ouvir.
19.4.07
Em todos os canais, jornais e na boca do povo, eu só leio e ouço sobre isso. Explicação não há. Ponto. Minha avó dizia, com a voz rouca e com os olhos cinzas que o homem é mau por natureza, e que passa a vida toda lutando para ser bom. Ser mau é tão fácil! Quando conheço alguém bom, torço para que continue lutando até à morte e que consiga chegar assim até o fim.
Vovó tinha razão, é uma luta constante contra a própria índole.
Madrugada. Paro na RedeTV. O Canal é o rei do trash, não tem pra mais ninguém, ganha disparado. Um programa que é um Jogo com o telespectador, ao vivo. Uma cartela para achar palavras e ganhar uma bolada. Os apresentadores falam desesperadamente, lembra o Ratinho quando não era o Ratinho ainda. É um tormento! Aposto cinco contos que a idéia vai estourar e ser disputada a tapa com o SBT.
Mas se alguém acha que Luciana Gimenez também não tem seus momentos de glória, ela hoje chegou ao topo. Ronaldo Asper criticava uma celebridade que usava uma camiseta com caveira estampada e a Luciana cortou..."Ronaldo melhor parar porque de caveira pra cemitério é um pulo”. Isso não é uma maravilha? Qua qua qua!
Mas mico mesmo continua sendo as gravatas do Rabino. Depois da manchete “Rabino Preso”, o manifesto dos amigos com o “Todos somos humanos” (como se bicho roubasse, beibe), os médicos alegando surto e efeito colateral (surto em 3 lojas diferentes?) e por pouco não prendem o Prozac. Se a moda pega...Bom, como se não bastasse leio que o Rabino pode perder o Rabinato....(não quero rir...tô segurando) e na rua os camelôs gritavam: “Vossa senhoria, não precisa roubar pra ficar elegante, compre imitação de luiz vitão , 3 por dez”. No que eu olho na mão do camelô, uma gravata rosa metálico, com uma tarja preta. Pronto, desabei. Eu tenho mesmo que viver lutando para ser boa e não rir da desgraça alheia. Mas como? Se a tentação é grande?
13.4.07
Escrevo isso pensando no que vivi. Eu não tive raiva dela, nem tenho até hoje, mas dele, ficou uma mágoa enorme de traição. Ela não era nada, mas ele era uma grande parte da minha vida, portanto sem essa de achar que a vagabunda era ela.
E ele mentia. Quando a mentira parou de doer já não fazia diferença se ele falasse a verdade. Era como se qualquer coisa que eu ouvisse não mudasse nada em minha vida. Ele deixou de ter importância e foi aí que eu compreendi o quanto essa não importância – não planejada - podia ser cruel. Enquanto para mim significava alívio, ausência, para ele se tornou um peso quando percebeu que não precisava sequer me pedir desculpas, como fez.
Não tinha mais importância.
- Nós precisamos de duas senhas para entrar?Ela é só acompanhante...
E a mocinha.
- Duas, mas só a partir das treze horas que estarei dando.
B. me olha, segurando o riso, mas já era tarde, comecei a rir sem parar. Foi mais forte do que eu. Por mais que eu tentasse. Segurava o balcão, morta de vergonha, sem conseguir articular uma só palavra, fazia sinal para a mocinha e a crise de riso não passava. Todos olhando, alguns ameaçavam um riso, porque isso contagia, vocês sabem, enquanto B., com olhos lacrimejantes repetia, - não é nada, não é nada, é coisa nossa! Eu ria, e a mocinha – graças a deus - sem entender nada, repetia:
- Senhora, por favor só a tarde eu estarei dando a senha.
Não tem graça para vocês, eu sei. Mas eu que já tive uma crise de riso até em velório, sei o que é sofrer depois.
Eu estou me perguntado com que cara eu volto lá amanhã à tarde quando a mocinha estará dando...
Ahahahahahaha!
Ta, eu sei, eu sou besta!
9.4.07
Quando ele me olha e finjo que não vejo, pareço a esfinge que sempre quis ser e nunca fui. Ele me devora sem piedade, perscrutando os buracos, subindo os montes como se eu fosse terra com erupções que seu cataclisma provoca. Se ele me permitisse admirar sua tez suave... mas ele devora os líquidos com sede, e degusta o que sua mão antes, tateava. Ele não diz que pensa em mim, nem que me ama acima das coisas, mas seu corpo franco não mente quando silencia depois das fadigas.Meu amado tem voz dos trigais e murmura na noite, a música que acalanta meu dia. Só posso dizer que meu amor ultrapassa a medida das camas e transborda no olhar que ora transmito. A ele permito as coisas proibidas, e despida dos rancores, acredito de novo na reinvenção dos amores.
e.
7.4.07
De tanto me envolver com filmes e livros, acabo sonhando. Mesmo que nos sonhos eu tenha vida própria (hum) aparecem do nada um Timoty Leary, ou um Richard Gere. Isso é o que eu chamo de participação de luxo num sonho de plebéia. Sonho, tendo coadjuvantes espalhados pelas ruas onde vivo, ou que simplesmente me espiam por janelas que existem. Nada mal, um rosto do Clint Eastwood na chuva, na esquina daqui de casa.ô.
Viajei. Qualquer dia conto para onde. Fugi do calor e vesti meus casacos com naftalinas e meias de lã. Diferente do país tropical, eu sou mais feliz na neve e com bolsas de água quente para dormir. È como gostar a noite, não há sol que me fascine! As praias, no verão, só me encantam em postais. Prefiro as areias frias, e o mar, gelado. Quando leio que uma pessoa é ensolarada, como sinônimo de alegria ou felicidade, não vejo senão um rosto risonho, com dentes destacados e olhos miúdos de sol. Mas nos outonos, vejo pessoas com olhos claros, sorrisos confortáveis e a serenidade dos que não falam com pressa. Pessoas outonais, invernais, são menos céleres, e degustam os dias sem a fome dos verões.
5.4.07
Marcadores: Amizade é coisa séria.
Domingo.Telefone toca.
- É pra você, atende?
- Não posso, agora to vendo BBB.
- Ele diz que liga na terça...
- Também não, é a final do BBB!
- Rabino prêso.
E um famoso aí, que esqueci nome, declarar que:
- Somos todos humanos.
Ele se referia a que espécie?
26.3.07
23.3.07
Quando olhaste bem nos olhos meus e o teu olhar era de adeus...Juro que não acreditei, eu te estranhei e me debrucei sobre teu corpo e duvidei.E me arrastei, e te arranhei e me agarrei nos teus cabelos, no teu pelo, teu pijama, nos teus pés ao pé da cama, sem carinho e sem coberta, num tapete atrás da porta, reclamei baixinho...
22.3.07
-Ele gosta de você?
-Eu acho que ele me ama
-Porque você acha isso?
-Ah, ele chuta minha mochila
-HAHAHAAHHAHA
Lu
21.3.07
Eu não acho Maitê Proença uma grande atriz, mas acho que ela tem uma qualidade: é uma mulher sem mágoa. Com sua história de vida, poderia usar isso e se comportar como coitadinha. O Pai matou a mãe num crime passional, ela foi para um internato com o irmão e anos mais tarde o pai se matou. Não é um histórico fácil. Outro dia no Saia Justa, falavam sobre a continuidade da mãe que todas nós mantemos... Ela disse que de certa forma, vivendo muito bem a vida ela estava prestando uma homenagem à mãe que foi uma mulher a frente do seu tempo. Ela não tem uma palavra sequer de dor, ou raiva sobre os acontecimentos. E foi amiga do pai até o fim, mesmo com motivos para não ser. Ela não julga, e isso é muito raro!









